Após repercussão negativa, Toni Cunha recua de tirar barracas da praia e desautoriza Departamento de Postura
“Ninguém vai tirar as cadeiras de dentro da água no veraneio. Também gosto na água. É nossa tradição. Contudo, haverá de se ter um limite. Aos órgãos que deliberaram, não o façam mais sem consultas públicas e, muito menos, sem debates em audiências públicas. Está determinado a alteração”, declarou o prefeito em uma publicação feita nas redes sociais, tentando controlar os danos causados pela medida impopular.
A medida também previa que barracas existentes fossem substituídas por modelos padronizados improvisados pela prefeitura, feitos de compensado e telha brasilit, o que gerou ainda mais revolta entre os trabalhadores, que criticaram a falta de diálogo e o risco de prejuízos.
Apesar do recuo, o episódio expõe o descompasso entre setores da gestão municipal e a realidade das comunidades que vivem do turismo sazonal. A tentativa de intervir sem escuta prévia acendeu um alerta sobre a forma como decisões estão sendo tomadas, e colocou em xeque o respeito às tradições populares que fazem parte da identidade de Marabá.