Secretário de Comunicação de Marabá acumula dívida de R$ 50 mil em aluguel e pode ser despejado a qualquer momento

Mesmo recebendo um salário de R$ 17 mil mensais, conforme estabelecido em lei sancionada pela Prefeitura de Marabá, o atual secretário de Comunicação do município, Alessandro de Souza Gusmão Viana, acumula uma dívida de quase R$ 50 mil em aluguéis atrasados, multas, juros e honorários advocatícios. O valor refere-se ao imóvel residencial onde ele vive, localizado em um edifício da Folha 26, núcleo Nova Marabá.

A informação foi confirmada por representantes da própria imobiliária responsável pela locação, uma das maiores da cidade. Eles relataram que, apesar de já ter feito acordos anteriores para quitar a dívida, o secretário não honrou os compromissos firmados e permanece no imóvel mesmo sob risco de despejo.

A situação ganhou contornos ainda mais graves após Alessandro ter, segundo relatos, ameaçado as advogadas da empresa — o que levou o caso a ser registrado em boletim de ocorrência. “Ele chegou bravo, mas depois, quando viu que a coisa ia ficar séria, ficou igual um gatinho”, comentou, sob anonimato, uma das fontes ligadas ao caso. O episódio foi parar na delegacia e, desde então, o caso deixou de ser apenas uma questão de inadimplência contratual e passou a ter também desdobramentos na esfera policial.

Em outro episódio relacionado a inadimplência, o secretário Alessandro Viana já foi flagrado e gravado por trabalhadores da Concessionária de Energia Elétrica do Pará, a Equatorial, tentando impedir a interrupção do fornecimento de energia em sua residência por falta de pagamento. Conforme mostra o vídeo acima, ele chegou a sair à rua com uma arma em punho para intimidar a equipe e evitar o corte da luz.


O valor do aluguel não foi informado, mas a dívida acumulada indica atraso de vários meses. A Lei Municipal nº 18.357, sancionada em julho de 2024, fixa o salário dos secretários municipais em R$ 17 mil, com efeitos financeiros válidos a partir de 1º de janeiro de 2025. Contudo, Alessandro já ocupa o cargo e recebe remuneração compatível com a função de secretário desde antes da vigência da nova lei.

O caso expõe uma contradição entre a função pública e as responsabilidades privadas de um alto escalão do governo municipal. A permanência do secretário no imóvel, mesmo após múltiplos acordos descumpridos e a ameaça de despejo iminente, chama atenção pela postura de desrespeito com o setor privado e, sobretudo, pelo tratamento dado a profissionais que apenas cumprem o papel legal de representar os interesses da empresa.

Fica assegurado o direito de resposta ao secretário e à Prefeitura Municipal de Marabá, caso desejem se manifestar sobre os fatos noticiados.

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