Prefeito de Marabá sai em defesa de pastor denunciado por comer a própria nora e evoca Deus, pátria e família

O prefeito de Marabá, Toni Cunha-Sá (PL), voltou a gerar forte repercussão nas redes sociais ao sair publicamente em defesa do pastor Sales Batista, afastado da presidência da Assembleia de Deus Missão após denúncias envolvendo um suposto relacionamento com a própria nora. A manifestação do gestor ocorre em meio à maior crise já enfrentada pela igreja evangélica no município.

Conhecido por adotar o discurso “Deus, pátria e família” desde a campanha eleitoral de 2024, Toni Cunha usou as redes para criticar o que chamou de “julgamentos” e “tripúdio” contra o pastor, citando um versículo bíblico e pedindo que as pessoas “deixem Deus agir”. O prefeito afirmou que, apesar dos erros, trata-se de “seres humanos” e que a instituição religiosa já teria tomado providências.



A publicação, no entanto, provocou reação imediata. Internautas questionaram as prioridades do chefe do Executivo municipal, lembrando que Marabá enfrenta graves problemas na área da saúde. Os dois únicos hospitais públicos da cidade operam em situação crítica, com relatos de aparelhos de ar-condicionado quebrados, falta de manutenção, escassez de médicos e insumos, além de salários considerados baixos por profissionais da rede.

Críticos também apontaram contradição entre o discurso moral defendido pelo prefeito e a defesa de um líder religioso envolvido em um escândalo que abalou a comunidade evangélica local. Para muitos, a fala de Toni Cunha reforça a mistura entre religião, ideologia política e gestão pública, em um momento em que a população cobra soluções práticas para problemas básicos.

Até o momento, a Prefeitura de Marabá não se manifestou sobre as críticas relacionadas à crise na saúde municipal. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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