Prefeitura de Marabá “brinda” empresa de Minas Gerais com outro contrato sem licitação de R$ 5 milhões

A Prefeitura de Marabá voltou a recorrer ao já conhecido modelo de adesão de ata de empresas de fora, prática que tem marcado a gestão de Toni Cunha desde o início do ano. O novo episódio envolve uma empresa da pequena cidade de Virgínia, em Minas Gerais — município com pouco mais de 9 mil habitantes — que foi contemplada com um contrato de R$ 5 milhões para prestação de serviços em Marabá.


A escolha, mais uma vez, deixou empresários locais “de orelha em pé”. O setor produtivo argumenta que esse método impede que empresas marabaenses participem das disputas e prestem serviços na própria cidade — o que poderia gerar empregos, fortalecer a economia e ainda reduzir custos, já que empresas de fora embutem despesas de deslocamento, logística e estadia.


Além disso, especialistas e empresários apontam que o uso constante de adesões de atas aumenta o risco de irregularidades e abre brechas para fraudes, cenário que deveria preocupar um município do porte de Marabá, que tem capacidade de realizar seus próprios processos licitatórios.


A frustração também atinge o comércio local, que esperava prioridade na gestão atual, especialmente pela presença de um vice-prefeito que presidiu a Associação Comercial de Marabá. Para muitos, essa promessa ficou apenas no discurso.

Com mais esse contrato milionário direcionado a uma empresa distante, a dúvida que toma conta da classe empresarial é direta:


quem, afinal, está se beneficiando dessa farra nas adesões de atas? 

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