Esposa de Toni Cunha protocola na Câmara projeto que cria “secretaria gay” em Marabá e revolta pastores evangélicos e movimento de mulheres: “fomos traídos”
O problema? A forma como tudo foi feito e o conteúdo da proposta acenderam um alerta vermelho em vários setores da cidade.
Entre lideranças evangélicas, a reação foi imediata. Pastores e apoiadores mais conservadores do prefeito Toni Cunha não esconderam a indignação e classificaram o episódio como uma traição. Nos bastidores, o discurso é um só: “não foi isso que defendemos na campanha”.
O incômodo cresce ainda mais por conta da possibilidade de inclusão de pautas ligadas à população LGBT dentro da nova secretaria — tema que já gerou resistência no município em outros momentos. Para esse grupo, a proposta representa um distanciamento claro do discurso adotado durante a eleição.
Mas não é só no meio religioso que a revolta tomou conta.
Movimentos de mulheres também reagiram com força. A principal crítica é que a criação de uma secretaria “misturada” acaba enfraquecendo uma luta histórica: a de ter um órgão exclusivo, com foco total nas políticas públicas voltadas para as mulheres — algo que, segundo elas, foi promessa de campanha.
“Estão juntando tudo e, no fim, ninguém vai ser prioridade”, disparou uma integrante de movimento social, resumindo o sentimento de frustração.
Outro ponto que gerou questionamentos foi o protagonismo da primeira-dama no ato. Sem função oficial na estrutura da prefeitura, a presença dela como responsável por protocolar o projeto levantou dúvidas sobre os limites institucionais dentro da gestão.
Enquanto isso, o silêncio do governo municipal só aumenta a pressão. Até agora, nem o prefeito Toni Cunha nem a equipe se pronunciaram para explicar a proposta ou rebater as críticas.
O episódio escancara um possível racha entre a gestão e parte da base que ajudou a eleger o prefeito — principalmente setores conservadores e grupos organizados da sociedade.


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