Professor é enganado por empresa de energia solar em Marabá, após pagar e não receber o serviço

Um desabafo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (20) pelo professor do IFPA, Fernando Firmino, ganhou grande repercussão e acendeu o alerta sobre práticas de pós-venda no setor de energia solar em Marabá.

No vídeo, o professor relata ter sido prejudicado pela empresa Invest Solar, que, apesar de se apresentar nas redes sociais como “a melhor do Norte em sustentabilidade” e afirmar já ter entregue mais de 2 mil projetos, não teria cumprido o contrato firmado com ele — mesmo após o pagamento integral realizado há mais de um ano.


Diante da falta de solução, Fernando procurou o PROCON de Marabá. No entanto, segundo o professor, uma audiência de conciliação realizada também nesta quinta-feira não resultou em acordo, nem em prazo para entrega do serviço contratado.


Em tom de revolta, ele expôs a situação nas redes:


Hoje eu saí do PROCON frustrado. Confiei, fechei contrato, paguei tudo certo… e até agora não recebi o que comprei. […] A empresa não trouxe solução, não deu explicação, não assumiu compromisso.”


O professor ainda criticou o contraste entre a imagem divulgada pela empresa e a realidade enfrentada por clientes. “O mais difícil é ver, nas redes sociais, a empresa se posicionando como referência… enquanto, na prática, o cliente fica sem retorno”, afirmou.


A publicação rapidamente viralizou e gerou uma série de comentários de internautas, muitos relatando situações semelhantes ou cobrando posicionamento da empresa.


Empresa admite falhas


Após a repercussão, a Invest Solar se manifestou nos comentários da publicação. Em nota, a empresa reconheceu atrasos nas entregas para clientes que fecharam contratos entre dezembro de 2024 e maio de 2025.

Segundo a empresa, dificuldades financeiras provocadas por inadimplência e queda nas vendas impactaram as operações no período. A Invest Solar afirmou ainda que passou por uma reorganização e que clientes que contrataram serviços a partir de junho de 2025 estariam recebendo os produtos em até 30 dias.



Apesar disso, admitiu que ainda há casos pendentes e que não foi possível resolver todas as situações de imediato. “A responsabilidade é inteiramente nossa, e a situação será resolvida o mais breve possível”, declarou.


Alerta ao consumidor


O caso levanta questionamentos sobre a segurança em contratos desse tipo e reforça a importância de buscar referências não apenas sobre a venda, mas principalmente sobre o pós-atendimento das empresas.


Enquanto aguarda uma solução, o professor afirma que deve recorrer à Justiça para garantir seus direitos e deixou um recado direto a outros consumidores: “Antes de fechar qualquer negócio, procure saber como a empresa trata o cliente depois da venda”.

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