Sem votos e pressionado por escândalo na Fundação Cultural do Pará, Thiago Miranda pode ser exonerado a qualquer momento
Derrotado nas eleições de 2022, quando disputou vaga para deputado estadual pelo MDB, Thiago Miranda já vinha enfrentando desgaste político — cenário que agora se agrava com a crise envolvendo sua gestão à frente da Fundação Cultural do Pará (FCP).
Mesmo tendo alcançado mais de 40 mil votos no estado à época, principalmente em Marabá, sua base política encolheu nos últimos anos, especialmente após a saída de seu pai, Tião Miranda, da prefeitura do município. Nos bastidores, a avaliação é de que hoje teria muita dificuldade de repetir o mesmo desempenho eleitoral.
A presidência da FCP, inclusive, é vista no meio político como um prêmio de consolação do governador Helder Barbalho, após a derrota nas urnas.
Escândalo pressiona permanência
A situação, no entanto, ganhou novos contornos com o escândalo envolvendo quase R$ 4 milhões em contratos suspeitos, firmados sem licitação por meio de inexigibilidade, com uma empresa sem histórico no setor cultural.
O caso já é alvo de investigação da Polícia Federal, que inclusive apreendeu R$ 500 mil em dinheiro vivo em uma operação que apura possível esquema de desvio de recursos públicos ligados à fundação.
A repercussão aumentou a pressão política sobre Thiago, que passou a ser cobrado publicamente por explicações sobre os critérios adotados nas contratações e a fiscalização dos contratos.
Reforma administrativa no radar
Nos bastidores do governo estadual, o nome de Thiago Miranda já aparece como um dos possíveis atingidos por uma iminente reforma administrativa.
A expectativa gira em torno de mudanças no comando do estado, com a saída de Helder Barbalho para disputar o Senado e a ascensão da vice-governadora Hanna Ghassan ao cargo, nos próximos dias.
Com isso, a permanência de Thiago na Fundação Cultural do Pará passa a depender não apenas de articulação política, mas também do desgaste causado pelas investigações em andamento, em pleno período eleitoral.
Cenário indefinido
Entre derrota eleitoral, perda de capital político e um escândalo que ainda está em apuração, o futuro de Thiago Miranda no governo estadual entrou de vez na zona de risco.
Nos bastidores, a avaliação é direta:
👉 a permanência no cargo pode ter prazo curto.




Filho de ladrão ladrão zinco é puxou o pai
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