Ministro do Supremo, André Mendonça, determina retorno do vereador Orlando Elias para o cargo em Marabá e coronel Araújo perde o mandato e o emprego na Usina da Paz


O vereador Orlando Elias (PSB) vai retornar à Câmara Municipal de Marabá (CMM) após decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, que também integra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida suspende os efeitos da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Pará no caso que apura suposta fraude à cota de gênero nas eleições de 2024.



A decisão, assinada nesta terça-feira (7) em recurso especial eleitoral obtido pelo Blog Marabá & Fatos, anula temporariamente a retotalização dos votos realizada pela Justiça Eleitoral. Com isso, o resultado anterior é restabelecido e garante o retorno de Orlando Elias ao cargo.



Quem deixa a vaga é o vereador Coronel Araújo (MDB), que havia assumido a cadeira após a recontagem dos votos e estava novamente no Legislativo há poucas semanas. Na decisão, Mendonça apontou que ainda existem pontos a serem analisados com mais profundidade, além do risco de prejuízo caso o afastamento fosse mantido antes do julgamento definitivo.


A decisão é provisória, e o caso seguirá em análise no Tribunal Superior Eleitoral, que dará a palavra final sobre a composição da Câmara de Marabá.


Efeito dominó político


A saída de Coronel Araújo acontece em meio a um cenário de forte instabilidade jurídica e política. Antes de assumir o mandato, ele ocupava o cargo de coordenador-geral da Usina da Paz de Marabá, função para a qual foi indicado pelo deputado Chamonzinho (MDB).



Agora, fora da Câmara, Araújo também perde espaço político e não deve retornar ao antigo cargo. Durante sua breve passagem pelo Legislativo, ele integrou a base de apoio do prefeito Toni Cunha (PL) e chegou a manifestar apoio público ao principal adversário político de Chamonzinho, o que agravou sua situação nos bastidores.


Guerra jurídica sem fim


O episódio escancara a instabilidade na composição da Câmara de Marabá, marcada por sucessivas decisões judiciais que vêm alterando o resultado das eleições de 2024. Nos bastidores, o cenário é descrito como uma verdadeira “guerra jurídica”, que pode se arrastar até o fim do mandato.


Outro nome que já está em alerta é o vereador Marcos Paulo da Agricultura (PDT). Ele também pode perder a cadeira, caso haja nova decisão semelhante no TSE. Nesse cenário, quem pode retornar é o ex-vereador Miterran Feitosa (Republicanos), que aguarda julgamento de recurso.


Cenário aberto


Com a liminar, Orlando Elias reassume o mandato imediatamente, mas o futuro da composição da Câmara ainda está longe de ser definido. Novas decisões podem provocar outras mudanças nos próximos meses, mantendo o clima de incerteza no Legislativo marabaense.


Enquanto isso, a política local segue em ebulição, com rearranjos de forças, disputas judiciais e alianças sendo refeitas a cada nova decisão da Justiça Eleitoral.

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