Toni Cunha veta projeto que garantiria medidores de glicemia para pacientes com diabetes em Marabá


Uma decisão que promete dar o que falar: o prefeito Toni Cunha (PL) vetou totalmente o projeto de lei que previa a distribuição gratuita de medidores contínuos de glicemia para pacientes com diabetes tipo 1 na rede pública de saúde de Marabá.



A proposta, de autoria do vereador Fernando Henrique (PL), já havia sido aprovada pela Câmara Municipal e era vista como um avanço importante para quem convive com a doença no dia a dia. O texto estabelecia critérios claros para ter acesso ao equipamento: apresentação de laudo médico comprovando o diagnóstico, comprovação de residência no município e cadastro no Sistema Único de Saúde (SUS).



Mas o balde de água fria veio do Executivo. Na mensagem enviada à Câmara, Toni Cunha alegou que o projeto é inviável financeiramente e apontou o chamado “vício de iniciativa” — quando um projeto interfere em atribuições que seriam exclusivas da Prefeitura.


Outro ponto destacado pela gestão é que a proposta não indicava de onde viriam os recursos para bancar a medida. Segundo o documento, isso poderia comprometer o equilíbrio das contas públicas e até afetar outras áreas da saúde.


Na prática, o veto interrompe — ao menos por enquanto — a possibilidade de pacientes terem acesso gratuito a uma tecnologia que ajuda a controlar a glicemia em tempo real, algo essencial para evitar complicações graves da doença.


Agora, a bola volta para a Câmara Municipal. Os vereadores ainda podem manter ou derrubar o veto do prefeito. Para isso, será necessária uma nova votação dentro do prazo legal.



Nos bastidores, a expectativa é de debate acalorado. De um lado, a justificativa de responsabilidade fiscal. Do outro, a pressão de quem depende do sistema público e vê no projeto uma chance de melhorar a qualidade de vida.


A pergunta que fica é direta: o custo pesa mais que a necessidade de quem vive com diabetes todos os dias?

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