Chicão deve desistir da disputa ao Senado após pré-candidatura não decolar e rejeição aumentar


Com o carisma de um poste e a humildade e simplicidade de uma princesa europeia, o presidente da Assembleia Legislativa do Pará, Chicão, começa a ver derreter nos bastidores o sonho de ser o segundo senador eleito do Pará em 2026, ao lado do praticamente eleito Helder Barbalho (MDB), que segue liderando com folga todas as pesquisas para o Senado.


Apesar da força do cargo e da máquina milionária da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), a pré-candidatura de Chicão simplesmente não empolgou. Nem o povo, nem boa parte das lideranças políticas do estado.



Nos bastidores, a avaliação é que Chicão apostou mais na força do gabinete refrigerado e das articulações de cúpula do que em construir uma candidatura popular de verdade. Visto por muitos como um político distante da realidade da população, excessivamente burocrático e mais acostumado aos corredores luxuosos da Alepa do que ao calor das ruas, o deputado não conseguiu transformar poder institucional em carisma eleitoral.


Aliados de Helder tentaram empurrar sua candidatura “goela abaixo” das lideranças regionais, sob o argumento de que, por ser presidente da Alepa e homem de confiança do grupo palaciano, ele naturalmente deveria ocupar a segunda vaga da chapa ao Senado. O problema é que a conta não fechou junto ao eleitor.


Em Belém, justamente onde Chicão deveria demonstrar força política, o cenário foi constrangedor. Em um dos levantamentos mais recentes sobre a disputa ao Senado, o presidente da Alepa apareceu com apenas 9% das intenções de voto, empatado tecnicamente com Fernando Carneiro, do PSOL.



Enquanto isso, o deputado federal Celso Sabino (PDT) vem crescendo nas pesquisas, ampliando apoios entre progressistas e conservadores e já sendo tratado nos bastidores como a única candidatura realmente competitiva para enfrentar os nomes da direita bolsonarista, como Éder Mauro (PL) e Zequinha Marinho (Podemos).



De acordo com fontes ouvidas pelo Blog, Chicão já teria dado sinais internos de que pode abandonar a disputa ao Senado nas próximas semanas. A tendência, segundo interlocutores, seria apoiar Celso Sabino e preservar o próprio capital político em uma candidatura a deputado federal pelo União Brasil, caminho considerado muito mais seguro e menos traumático eleitoralmente.



Nos bastidores da política paraense, já tem gente resumindo a situação de forma irônica: Chicão descobriu que comandar orçamento bilionário é uma coisa… convencer o povo no voto é outra completamente diferente.

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