Desesperado com apoio de lideranças da esquerda à pré-candidatura de Celso Sabino ao Senado, Chicão procura Beto Faro para negociar apoio político

Amargando a penúltima colocação nos levantamentos de intenção de voto realizados em Belém, justamente seu principal reduto político, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, Chicão, tem intensificado nos bastidores uma corrida contra o tempo para tentar salvar sua pré-candidatura ao Senado.

No último final de semana, Chicão esteve na residência do senador Beto Faro, presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), acompanhado do ex-governador Helder Barbalho, principal padrinho político de sua pré-candidatura ao Senado.



Nos bastidores, a movimentação foi interpretada como uma tentativa clara de buscar um gesto político vindo do campo progressista ou da esquerda para tentar diminuir o isolamento político que Chicão vem enfrentando dentro desse segmento.

Isso porque, até o momento, as principais lideranças históricas da esquerda paraense têm demonstrado maior aproximação com a pré-candidatura do deputado federal Celso Sabino (PDT), que vem crescendo nas pesquisas e consolidando espaço na disputa pela segunda vaga ao Senado.

O cenário ficou ainda mais simbólico no mesmo final de semana em que ocorreu a visita de Chicão à casa de Beto Faro. Enquanto o presidente da Alepa buscava construir pontes políticas reservadamente, Celso Sabino recebia demonstrações públicas de apoio durante um grande ato político realizado em Belém.

O evento contou com a presença do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, além de lideranças históricas do PT no Pará, como o ex-senador Paulo Rocha e a ex-governadora Ana Júlia Carepa.


Nos bastidores da política paraense, a leitura é de que a crescente adesão de nomes ligados ao campo progressista à pré-candidatura de Celso Sabino tem causado preocupação no entorno político de Chicão, que até pouco tempo acreditava que sua condição de presidente da Alepa e aliado direto de Helder Barbalho seria suficiente para consolidar naturalmente sua candidatura.

No entanto, além de enfrentar dificuldades nas pesquisas, Chicão ainda sofre com resistência popular e críticas de lideranças que o consideram excessivamente ligado às articulações palacianas e distante da população.


Enquanto isso, Celso Sabino vai ocupando espaços políticos importantes, unindo apoios de setores progressistas e conservadores e tentando se consolidar como principal nome competitivo para enfrentar candidaturas da direita bolsonarista, como as de Éder Mauro e Zequinha Marinho.

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