“Ela recebeu e não repassou pra gente”: sogro de Toni Cunha vaza conversa sobre suposto repasse de empreiteira
Virou assunto nos bastidores da Secretaria de Obras de Marabá o vazamento de mensagens de Ítalo Ipojucan, sogro do prefeito Toni Cunha (PL) e pai da primeira-dama Lanúzia Lobo. Segundo fontes do governo, Ítalo teria publicado sem querer, nos status do WhatsApp, conversas privadas envolvendo supostas cobranças financeiras direcionadas a uma empresária com contratos ativos na SEVOP.
O conteúdo chamou atenção pelo tom de cobrança envolvendo supostos repasses financeiros relacionados a acordos políticos. Em uma das mensagens vazadas, aparece a seguinte fala:
“bom dia amigo, só a título de informação. a mulher recebeu mais não repassa pra gente não. Agora dos meses que ela recebeu, que são janeiro, fevereiro e março não repassou nada. Ainda tem um saldo referente a dezembro de mais de 15 mil, a corda tá arrebentando 🙉”
A repercussão foi imediata entre servidores, empreiteiros e integrantes da própria base governista, principalmente porque o episódio reforça comentários antigos que circulam nos bastidores da SEVOP.
“Pastor da SEVOP”
Empresários que mantêm contratos com a Prefeitura chegaram a apelidar Ítalo Ipojucan de “pastor da SEVOP”, justamente pela frequência com que, segundo relatos, pedidos de ajuda financeira seriam feitos durante conversas políticas e institucionais.
O apelido ganhou ainda mais força após o vazamento das mensagens, que para muitos acabou corroborando denúncias e rumores já comentados nos corredores da administração municipal e entre empreiteiros que atuam junto à prefeitura.
O vazamento acontece justamente num momento em que a pré-campanha de Lanúzia enfrenta dificuldades para consolidar apoios políticos e financeiros. Nos bastidores, vereadores e lideranças da própria base governista já reclamam de muita promessa, muita conversa… e pouca coisa concreta.

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