Governo do Estado faz melhorias no posto fiscal da SEFA em Morada Nova, mas moradores voltam a interditar via cobrando duplicação
Após muitas reclamações, acidentes frequentes e até mortes registradas no trecho entre o KM 11 e o Residencial Tiradentes, o Governo do Estado realizou melhorias emergenciais na área do posto fiscal da Secretaria da Fazenda (SEFA), em Morada Nova, núcleo de Marabá. As intervenções, porém, foram consideradas insuficientes por moradores e motoristas que utilizam diariamente a via.
Entre os serviços executados estão a operação tapa-buracos, a instalação de dois quebra-molas, implantação de faixa de pedestres e a construção de um acostamento em um ponto crítico onde, anteriormente, uma calçada construída por um proprietário de posto de combustível avançava praticamente sobre a pista.
Apesar das mudanças, a situação da rodovia continua sendo alvo de críticas. O intenso fluxo de veículos, especialmente carretas e caminhões pesados, faz com que os buracos reapareçam rapidamente. Além disso, boa parte do trecho segue sem acostamento adequado, o que contribui para acidentes constantes e congestionamentos quase diários em pouco mais de 10 quilômetros de extensão.
Na manhã desta segunda-feira (11), a insatisfação da população voltou a ganhar as ruas. Moradores de Morada Nova, acompanhados pelo vereador Aerton Grande, realizaram uma manifestação interditando completamente a via logo nas primeiras horas do dia. Pneus e barricadas foram utilizados para bloquear o trânsito nos dois sentidos.
Os manifestantes cobram do Governo do Estado o cumprimento da promessa de duplicação da rodovia, contemplando o trecho entre o KM 6 e a ponte rodoviária, além da ligação entre São Félix e Morada Nova. Segundo os moradores, as melhorias pontuais ajudam momentaneamente, mas não resolvem o problema estrutural enfrentado por quem depende diariamente da estrada.
A população afirma que a falta de duplicação coloca em risco motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, especialmente nos horários de maior movimento, quando o trânsito pesado transforma o trecho em um dos mais perigosos da região.



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