Mães de autistas voltam a chorar na Câmara Municipal de Marabá, suplicando remédios em falta para filhos na rede pública do município


A manhã desta quarta-feira (13) foi marcada por mais uma cena revoltante na Marabá: mães de crianças com autismo voltaram a chorar e implorar por medicamentos e terapias durante reunião da Comissão de Saúde da Câmara Municipal. Sem remédios, sem acompanhamento adequado e cansadas de promessas, muitas famílias relataram o sofrimento diário enfrentado para tentar garantir o mínimo de dignidade aos filhos na rede pública municipal.



A reunião contou com a presença de representantes da Secretaria Municipal de Saúde e de vereadores membros da comissão. Em publicação nas redes sociais, o vereador Marcio do São Félix (PSDB) afirmou que o encontro debateu a constante falta de medicamentos nos postos de distribuição e a necessidade de melhorias na oferta das terapias.


“Durante a manhã desta quarta-feira (13), tivemos mais uma reunião da Comissão de Saúde, em que estiveram presentes os membros da secretaria municipal de saúde e um grupo de mães atípicas. Na oportunidade, debatemos acerca da constante falta de medicamentos nos postos de distribuição, além da melhora na realização das terapias. Seguiremos firmes, defendendo os interesses da nossa população”, declarou.



Já o vereador Marcos Paulo da Agricultura (PDT) voltou a defender publicamente a abertura de uma CPI da Saúde para investigar por que os medicamentos seguem em falta e por qual motivo as terapias não estão chegando às crianças que necessitam do tratamento contínuo.



Enquanto mães fazem uma verdadeira peregrinação pelos corredores da Câmara Municipal para convencer vereadores a cumprirem a obrigação básica de fiscalizar os recursos da saúde pública, os vereadores Jymisson Pacheco (PL) e Ubirajara Sompré (MDB), ambos membros da Comissão de Saúde, seguem se recusando a assinar o pedido de CPI da Saúde. Nos bastidores, a revolta cresce diante das denúncias de que a blindagem ao governo do prefeito Toni Cunha (PL) estaria ligada a acordos políticos, aluguel de caminhões e à manutenção de familiares e aliados dos parlamentares empregados na prefeitura, enquanto mães continuam sem medicação e crianças sem terapias.


Presidente da comissão de saúde, enquanto as mães de autistas choram, Ubirajara ri de alegria ao lado prefeito, após ser “ajeitado” e acender vela para Deus e o diabo na política.

Sem respostas concretas por parte da gestão municipal, mães atípicas afirmam que continuarão ocupando a Câmara e pressionando vereadores para que a crise na saúde pública de Marabá deixe de ser tratada apenas com reuniões, discursos e promessas nas redes sociais.

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