Toni Cunha nomeia “forasteiro” para o comando da Secretaria de Obras de Marabá, enquanto Ítalo cuidará do dinheiro da campanha da filha e Dário Veloso fica escanteado


Como já havia sido antecipado com exclusividade pelo Blog Marabá & Fatos no dia 9 de abril, a movimentação no comando da Secretaria Municipal de Viação e Obras Públicas (Sevop) de Marabá se confirmou — e com ela, uma série de contradições políticas dentro da gestão do prefeito Toni Cunha.



Foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (1º de maio) o ato que nomeia Cleverland Carvalho de Araújo como novo titular da Sevop. Ele assume o lugar de Ítalo Ipojucan, sogro do prefeito, que deixa o cargo após quase dois anos à frente da pasta.



A nomeação oficializa o que já circulava nos bastidores: a chegada de um nome de fora do município para comandar uma das secretarias mais estratégicas da gestão, responsável por contratos milionários e obras estruturantes. Cleverland tem passagem pela gestão do ex-prefeito de Parauapebas, Darci Lermen, e atua na área de engenharia ambiental, com experiência em projetos de saneamento.


A escolha, no entanto, escancara uma incoerência política. Durante a campanha eleitoral, Toni Cunha utilizou de forma recorrente o discurso contra “forasteiros”, atacando adversários por terem atuação em outros municípios. Agora, adota exatamente a mesma prática ao importar um aliado para gerir a Sevop — uma das pastas com maior orçamento da administração municipal.


Nos bastidores, a saída de Ítalo Ipojucan também tem motivação política clara. Pai da primeira-dama e figura influente no núcleo do governo, ele deve se dedicar integralmente à pré-campanha da filha, Lanúzia Lobo, que tenta viabilizar seu nome como candidata a deputada estadual pelo PL em 2026. A missão, segundo fontes, passa diretamente pela articulação com empresários e empreiteiros, em busca de sustentação financeira para uma candidatura que ainda enfrenta dificuldades para ganhar tração.


Enquanto isso, quem ficou à margem da decisão foi o secretário-adjunto Dário Veloso. Nome conhecido e bem avaliado por lideranças comunitárias de Marabá, ele não foi escolhido para assumir o comando da pasta, mesmo já estando inserido na estrutura da Sevop. A decisão reforça a falta de confiança tanto do prefeito quanto do próprio Ítalo em entregar a gestão dos contratos e da máquina financeira da secretaria a alguém de dentro.



A troca no comando da Sevop não apenas confirma os bastidores já revelados anteriormente, como também expõe o peso das articulações políticas e familiares dentro da gestão Toni Cunha — especialmente em um momento em que o foco do grupo parece cada vez mais voltado para o projeto eleitoral familiar de 2026.

Um comentário:

  1. Tiro no pé 🦶, esse rapaz foi coordenador de um programa, e antes de terminar o projeto já virou fazendeiro, de carro importado etc… basta vim na zona rural de Parauapebas, que vão ver a mega terra, só gado nobre, de onde saiu todo esse dinheiro? Hummm, apenas um engenheiro assalariado.

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