Vereador Pacheco, do PL de Marabá, grava vídeo incitando violência contra trabalhadores rurais e faz apologia ao massacre contra o MST, 30 anos após Eldorado dos Carajás
Em vídeo divulgado no final de semana, o parlamentar do PL aparece defendendo violência física contra trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que atualmente participam da ocupação da Fazenda Entre Rios, área em disputa judicial no sudeste do Pará.
Sem qualquer responsabilidade institucional compatível com o cargo que ocupa, Pacheco afirmou que os trabalhadores “merecem uma taca bem dada”, além de dizer que “merecem surra” e que deveriam “ir trabalhar e comprar terra”.
A declaração acontece justamente em meio a um conflito agrário envolvendo uma área que o próprio Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária já declarou publicamente pertencer à União, dentro da Gleba Itacaiúnas, tese que também vem sendo sustentada pelo Ministério Público Federalem manifestações recentes no processo.
O vereador afoito por likes parece desconhecer completamente a história política e social da própria região onde foi eleito. Em um estado marcado por décadas de conflitos agrários e assassinatos no campo, Pacheco resolveu brincar de estimular violência justamente no ano em que o Massacre de Eldorado dos Carajás completou 30 anos.
O episódio, que deixou 21 trabalhadores rurais mortos durante ação da Polícia Militar no Pará, entrou para a história mundial como um dos maiores símbolos da violência no campo no Brasil. Ainda assim, três décadas depois, um vereador de Marabá acha razoável usar as redes sociais para praticamente fazer apologia à repressão violenta contra trabalhadores rurais.
Enquanto isso, problemas reais da população seguem sem solução prática por parte do parlamentar. Marabá continua convivendo com crise no transporte público, promessas não cumpridas sobre novos ônibus, falta de medicamentos nas unidades de saúde e dificuldades enfrentadas por famílias de crianças com TEA para conseguir terapias e atendimento especializado.
Mas ao invés de fiscalizar contratos, cobrar melhorias ou apresentar propostas concretas para a cidade, o vereador prefere investir no caminho mais fácil da política moderna: transformar conflito social em palco para lacração digital e discurso de ódio.


kkk
ResponderExcluirVocês sabem muito bem distorcer o que vereador falou, na verdade vocês, de esquerda, distorce tudo para criar narrativas inverídicas para benefício próprio, primeiro, não são trabalhadores rurais, são criminosos que invadem terras alheias, trabalhadores são os donos das terras invadidas.
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