Aproveitando recesso da Câmara e clima da Copa, Toni Cunha articula adesão de ata de R$ 63 milhões com empresa de fora alvo de questionamentos em Ananindeua
Segundo os relatos obtidos pela reportagem, o prefeito teria aproveitado justamente esse período de menor movimentação política e de menor atenção da opinião pública para dar andamento ao processo, que envolve cerca de R$ 63 milhões.
Ainda de acordo com as fontes, a adesão beneficiaria a Ameta Engenharia, empresa da Região Metropolitana de Belém que vem sendo alvo de questionamentos por obras executadas em outros municípios, incluindo os recentes problemas registrados na Avenida Liberdade, em Ananindeua.
A contratação, que estaria sendo conduzida pela Sevop, prevê serviços de recapeamento asfáltico em diversas avenidas do Núcleo Cidade Nova. A expectativa é que a adesão seja oficializada nos próximos dias, com publicação no Diário Oficial dos Municípios.
Caso a informação se confirme, será mais um contrato milionário firmado pela gestão Toni Cunha por meio de adesão à ata de registro de preços, modalidade prevista na legislação, mas frequentemente alvo de críticas por dispensar a realização de uma licitação própria e reduzir a concorrência entre empresas interessadas.
A escolha de uma empresa de fora de Marabá também deverá reacender o debate sobre a destinação de recursos públicos para empreiteiras de outros municípios, principalmente diante do histórico de questionamentos envolvendo a execução de obras da empresa apontada pelas fontes.
Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Marabá não havia se manifestado sobre as informações. O espaço permanece aberto para que a administração municipal e a empresa citada apresentem seus esclarecimentos. Caso haja manifestação, esta reportagem será atualizada.


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