Justiça barra pesquisa do Instituto Veritá: Apoiadores de Daniel Santos tentam usar dados suspensos por graves irregularidades

A Justiça Eleitoral do Pará barrou a tentativa de utilização política de um levantamento que vinha sendo amplamente divulgadO nas redes sociais. A juíza Carina Cátia Bastos de Senna, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA), deferiu uma liminar que determinou a suspensão imediata da divulgação da pesquisa nº PA-09674/2026, realizada pelo Instituto Veritá.



A movimentação nos bastidores começou antes mesmo da liberação oficial, com apoiadores de Daniel Santos se apressando para propagar os números e criar uma narrativa de que o candidato estaria na frente. A decisão judicial, no entanto, expôs que a pesquisa carece de legalidade, aplicando uma multa diária de R$ 5.000,00 em caso de descumprimento.

 

AS FALHAS GRAVES:

O QUE A JUSTIÇA IDENTIFICOU DE ERRADO


A magistrada identificou manobras técnicas e financeiras na estruturação do levantamento que violam frontalmente a legislação eleitoral e impedem a fiscalização das autoridades:

 

- Inversão da lógica de fiscalização: O instituto omitiu a distribuição geográfica prévia da amostra (onde e quem exatamente seria ouvido), prometendo entregar esses dados apenas após a publicação dos resultados. A manobra impede o controle de fraudes e a checagem da lisura do processo antes que os números fossem jogados para o público.

 

- Autofinanciamento sob suspeita: A pesquisa, orçada no valor de R$117.425,00, foi registrada como "autofinanciada" pelo próprio instituto. Contudo, a juíza apontou a ausência de comprovação robusta da capacidade financeira da empresa para arcar com esse custo elevado por conta própria, levantando dúvidas sobre a real origem dos recursos.

 

A MANOBRA COM A PESQUISA SUSPENSA


A pressa em comemorar e espalhar números de um levantamento juridicamente contestado revela a clara intenção de influenciar o eleitorado com dados artificiais. Ao divulgarem como verdade uma pesquisa marcada por falhas graves e sem transparência, os apoiadores de Daniel Santos tentaram induzir a opinião pública ao erro.

 

Com a decisão do TRE-PA, qualquer compartilhamento ou divulgação desses números passa a ser ilegal. A intervenção da Justiça Eleitoral restabelece as regras de transparência necessárias para que o debate político não seja contaminado por informações sob suspeita de irregularidade.

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