Padre Antônio do KM7 é excomungado da Igreja Católica por aderir à fraternidade ultraconservadora fundamentalista
O documento, assinado pelo bispo diocesano de Marabá, Dom Vital Corbellini, informa que o padre perde o direito de exercer legitimamente o ministério sacerdotal dentro da Igreja Católica. Com isso, todas as missas e demais celebrações religiosas presididas por ele passam a ser consideradas ilícitas do ponto de vista do Direito Canônico.
A Diocese também esclarece que sacramentos administrados pelo sacerdote, como confissões e a assistência em casamentos, deixam de ter validade canônica perante a Igreja, não produzindo efeitos religiosos reconhecidos por Roma.
Segundo a Nota Pastoral, a punição foi aplicada em razão do crime de cisma, previsto no Código de Direito Canônico. O cisma ocorre quando um membro da Igreja rompe a comunhão com o Papa e com a autoridade da Igreja Católica.
A decisão segue orientações recentes do Dicastério para a Doutrina da Fé, órgão da Santa Sé responsável pelas questões doutrinárias, que reafirmou a situação irregular da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.
Além de comunicar a excomunhão, Dom Vital orientou os fiéis da Diocese de Marabá a não participarem de missas, encontros de formação ou qualquer atividade promovida pela fraternidade. O bispo também alertou que católicos que aderirem formalmente ao grupo e romperem a comunhão com o Papa e com os bispos em união com Roma poderão responder igualmente pelo crime de cisma e ficar sujeitos às sanções previstas pela legislação da Igreja.
De acordo com a posição oficial da Santa Sé, os adeptos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X que persistirem na ruptura com Roma devem ser considerados cismáticos e excomungados. O Vaticano afirma ainda que aqueles que desejarem retornar à plena comunhão com a Igreja deverão rejeitar os fundamentos que motivaram o rompimento, aceitar formalmente os ensinamentos do Concílio Vaticano II e reconhecer a autoridade do Papa.
A decisão representa um dos episódios mais significativos envolvendo a unidade da Igreja Católica nas últimas décadas, reacendendo o debate sobre os movimentos tradicionalistas que rejeitam as reformas promovidas pelo Concílio Vaticano II e mantêm oposição à autoridade do Pontífice. Em Marabá, a orientação da Diocese é para que os fiéis permaneçam em comunhão com a Igreja e busquem os sacramentos exclusivamente junto aos sacerdotes autorizados pela Diocese.

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