Toni Cunha tira pastora Suely Lara da presidência do PL Mulher de Marabá e expõe racha na direita do município

A relação entre o prefeito Toni Cunha (PL) e uma de suas principais apoiadoras na campanha eleitoral parece ter chegado ao fundo do poço. A empresária e pastora evangélica Suely Lara foi retirada da presidência do PL Mulher de Marabá, cargo que agora passa a ser ocupado por Carleane Carreiro, esposa de Cristino Carreiro, assessor de segundo escalão da Prefeitura.



A mudança, divulgada discretamente nas redes sociais do PL Mulher Marabá, caiu como uma bomba entre lideranças da direita e reforçou a impressão de que Toni Cunha vem deixando pelo caminho antigos aliados que estiveram ao seu lado desde o início da caminhada rumo à Prefeitura.


Suely Lara foi uma das defensoras mais fiéis da candidatura de Toni. Participou ativamente da campanha, mobilizou lideranças evangélicas e vestiu a camisa do então candidato quando muitos ainda duvidavam de sua vitória.

Depois da eleição, porém, vieram as decepções.


Durante a campanha, Toni Cunha anunciou publicamente que criaria a Secretaria Municipal dos Direitos da Mulher. Nos bastidores, a expectativa era de que Suely Lara assumisse o comando da nova pasta. A promessa, no entanto, nunca saiu do papel. Quase metade do mandato já passou e a secretaria simplesmente não existe.


No lugar da secretaria, Suely acabou sendo nomeada para a Coordenadoria da Mulher, um órgão com pouca estrutura, poucos servidores e alcance limitado. Na prática, segundo pessoas que acompanham o trabalho da coordenadoria, o espaço tem enfrentado mais disputas internas entre grupos do que conseguido desenvolver ações efetivas voltadas às mulheres de Marabá.


Agora veio o que muitos aliados classificam como a pá de cal na relação política entre os dois.

Suely trouxe a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro para um grande evento do PL Mulher em sua igreja, no bairro Cidade Jardim, em Marabá.

A troca no comando do PL Mulher foi interpretada por integrantes da própria direita como mais um gesto de desprestígio a uma aliada que esteve entre as primeiras a acreditar e defender o projeto político de Toni Cunha.


A decisão também evidencia que nem mesmo nomes históricos do grupo parecem estar imunes às mudanças promovidas pelo prefeito, alimentando os comentários de que a base da direita em Marabá está longe da unidade que demonstrava durante a campanha.


Até o fechamento desta matéria, Toni Cunha e Suely Lara não haviam se manifestado publicamente sobre a mudança na presidência do PL Mulher de Marabá.

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