Sem nenhuma chance de eleição, vereadores de Marabá lançam candidatura a deputado federal para servirem de escada para candidatos de Belém e abocanhar recursos do fundo partidário
Com exceção de Ubirajara Sompré (PSB), que carrega uma representatividade política e social expressiva em todo o Pará por meio do movimento e dos povos indígenas, os demais parlamentares locais entram na disputa sem tração popular significativa. É o caso de Pacheco (PL) e de Aerton Grande (União Brasil) — este último lançado de última hora na corrida eleitoral.
A entrada de Aerton Grande, inclusive, expõe os bastidores e os acordos locais: ele acabou atropelando a pré-candidatura de Erika Sabino, nome que ele próprio chegou a apoiar publicamente ao organizar uma reunião em seu reduto político para pedir votos a ela.
Esses parlamentares sabem que a fatia de votos não será suficiente para garantir uma vaga em Brasília. Ainda assim, movidos pelo interesse em abocanhar as verbas milionárias do fundo eleitoral, insistem em pulverizar os votos da cidade. O resultado direto dessa manobra é o enfraquecimento de candidaturas que poderiam, de fato, dar a Marabá e à região do Sul e Sudeste do Pará uma representação real no Congresso Nacional — uma lacuna histórica que permanece aberta desde a morte do ex-deputado Asdrubal Bentes.

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