Vereador Aerton Grande recebe meio milhão do fundo eleitoral para ser “candidato escada” a deputado; Pacheco leva R$ 200 mil
Conforme dados do Portal da Transparência da Justiça Eleitoral, por meio da plataforma DivulgaCandContas, o vereador Aerton Grande (União Brasil) foi o parlamentar da Câmara Municipal de Marabá (CMM) que mais abocanhou recursos públicos do Fundo Partidário nas eleições deste ano. Logo atrás, surgem na lista os vereadores Pacheco (PL) e Ubirajara Sompré (PSB).
Há dois anos, Aerton pedia o voto do eleitor marabaense prometendo se dedicar exclusivamente ao mandato na Câmara. Agora, na disputa para deputado e sem qualquer chance real de vitória — atuando na prática como mero “candidato escada” para puxar votos aos nomes de Belém —, o vereador recebeu R$ 542.066,71. O montante milionário foi repassado via Pix em duas parcelas: uma de R$ 231.984,00, no dia 28/08/2026, e outra de R$ 310.082,71, em 10/09/2026.
Na prática, a grande pergunta que fica é: por que uma candidatura que até aqui não demonstra força eleitoral proporcional ao tamanho do recurso recebido foi contemplada com mais de meio milhão de reais do fundo eleitoral?
Outro que entrou na fila da dinheirama pública foi o vereador de primeiro mandato Jymisson Pacheco. Também candidato a deputado federal sem chances reais de eleição, Pacheco recebeu R$ 200 mil da direção nacional do PL. Em tese, o valor deveria bancar sua campanha nas ruas de Marabá — onde, até o momento, a movimentação do parlamentar tem sido praticamente inexpressiva.
A maior contradição do bolo partidário, porém, atinge o único nome da CMM com apelo competitivo de fato na disputa pela Câmara Federal. O vereador Ubirajara Sompré, que possui ampla projeção e penetração junto às populações indígenas em todo o Estado do Pará, acabou sendo o que menos recebeu entre os parlamentares da casa: teve repassado apenas R$ 160 mil da direção nacional do PSB.








Nenhum comentário