Todos os votos que Lanúzia Cunha tiver na eleição para deputado poderão ser anulados após operação da polícia contra compra de votos

A bombástica operação da Polícia Civil deflagrada nesta quarta-feira (30), em Parauapebas, que resultou na prisão em flagrante de 11 pessoas com dinheiro em envelopes e "santinhos" de campanha, pode provocar uma reviravolta devastadora na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Pará. Com a instauração do inquérito policial para apurar o crime de compra de votos, a Justiça Eleitoral pode anular todos os votos recebidos por Lanúzia Lobo Cunha (PL), candidata a deputada estadual e esposa do prefeito de Marabá, Toni Cunha (PL).

A ação policial ocorreu no Bairro Cidade Jardim, onde foram apreendidos mais de R$ 17 mil em espécie, 12 celulares, anotações de nomes com valores e farto material de propaganda. Um dos abordados chegou a confessar que estava distribuindo dinheiro para comprar votos. Todo o esquema funcionava em um ponto de apoio clandestino voltado para a campanha de Lanúzia Cunha, de Dr. Felipe (candidato a deputado federal) e de Dr. Daniel Santos (candidato ao governo do Pará).


Caso a investigação confirme as irregularidades e a Justiça Eleitoral casse o registro ou decrete a nulidade dos votos da candidatura de Lanúzia, o impacto na apuração das urnas será imediato. A eventual anulação da votação da esposa do prefeito mexe diretamente no quociente partidário do PL e na briga interna pelas vagas da legenda.


O grande beneficiado com esse cenário pode ser o vereador de Marabá, Fernando Henrique, principal concorrente direto de Lanúzia dentro do próprio partido. Sem os votos de Lanúzia na contagem oficial da legenda, o caminho fica aberto e a correlação de forças muda drasticamente a favor do vereador na disputa pela vaga na Alepa.


O caso segue sob investigação na Seccional de Polícia Civil de Parauapebas, e os desdobramentos na esfera eleitoral agora correm contra o relógio às vésperas da votação.

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