O ‘gari playboy’ de Marabá: Filho de vereadora estuda na faculdade mais cara da cidade, chega de CB600 e recebe vale-alimentação da prefeitura com salário de gari
Apesar de ocupar um dos cargos mais operacionais da máquina pública, Paulo Veloso ostenta uma rotina incompatível com a função: estuda na faculdade particular mais cara da cidade, circula de moto esportiva modelo CB600 e, segundo denúncias recebidas pelo Blog, é desconhecido até mesmo entre os próprios colegas de setor no SSAM (Serviço de Saneamento Ambiental de Marabá).
De diretor técnico a gari — tudo sem concurso
A nomeação de Paulo Veloso como gari ocorreu após sua breve passagem como diretor técnico da Seaspac, em 2024, quando a mãe ocupava o cargo de secretária adjunta de Assistência Social e se afastou para disputar as eleições. Na época, mesmo sem experiência ou formação na área, Paulo assumiu um cargo estratégico dentro da pasta. Saiu discretamente quando a mãe reassumiu a secretaria, já eleita vereadora.
Possível desvio de função e servidor fantasma
A Constituição Federal é clara: cargos públicos devem seguir os princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa. Se Paulo foi aprovado para atuar como agente de conservação, mas cumpre tarefas (ou nenhuma) no gabinete do prefeito, o caso pode configurar desvio de função — prática vedada e passível de responsabilização do gestor, além da nulidade do ato
Procurada pela reportagem, a direção do SSAM não se manifestou até o fechamento desta edição. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
Quando o gari é real: o caso do ‘gari gato’ de Florianópolis
Em contraste com o escândalo em Marabá, vale lembrar o caso que viralizou em todo o Brasil: o do “gari gato” Daniel Silveira, de Florianópolis (SC). Concursado da Comcap, Daniel percorre cerca de 45 quilômetros por noite na coleta de lixo na capital catarinense. Mesmo com a rotina exaustiva, se tornou símbolo de dedicação e superação ao conciliar o trabalho pesado com os estudos em Psicologia e a criação das duas filhas.
Enquanto o Brasil aplaude exemplos como o de Daniel, Marabá precisa lidar com mais um capítulo da velha prática de transformar cargos públicos em favores políticos — com dinheiro do contribuinte.
Não necessariamente um gari o a gente de conservação pode varia dês de gari propriamente dito até um fiscal de recursos naturais dentre outros
ResponderExcluirAté parece. Desde a gestão passada já SSAM as pessoas são contratadas mas não atuam como gari, são poucos os restantes estão espalhados pelas outras secretaria exercendo funções até de coordenação.
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