Toni Cunha ataca Estado nas redes enquanto jovem com trauma cerebral é transferido para o Regional por falta de remédios no HMM
O prefeito de Marabá, Delegado Toni Cunha, usou suas redes sociais neste fim de semana para criticar o Governo do Estado do Pará e cobrar mais leitos de UTI no Hospital Regional do Sudeste. Disse que Marabá “pode cuidar de si”, mas que o Estado e os demais municípios precisam fazer sua parte.
O paciente sofreu uma queda de cerca de dois metros durante o trabalho e chegou ao HMM com sangramento no ouvido, convulsões e quadro neurológico grave. Exames indicaram hematoma subdural e contusão cerebral, e o jovem precisava de internação, controle de dor e acompanhamento neurológico.
“Paciente reavaliado pela neurologia. Indica regulação para hospital de referência devido à falta de medicações no hospital para controle álgico.”
Funcionários dos hospitais municipal e materno infantil confirmam a falta de insumos básicos, como morfina injetável, luvas estéreis, clorexidina e até lancetas para testes de glicemia. A situação mostra o descaso e a precariedade da saúde municipal.
Enquanto isso, o prefeito faz postagens nas redes sociais culpando o Estado pelo colapso e dizendo:
“Posso abrir mil leitos em Marabá que vai superlotar.”
O discurso ignora que o fornecimento de medicamentos e o funcionamento do Hospital Municipal são responsabilidades da Prefeitura, enquanto o Estado investe em obras importantes, como a Policlínica de Especialidades e o novo Hospital Materno Infantil Regional.
O caso expõe que, enquanto Toni Cunha usa as redes para atacar o Governo do Estado, quem paga o preço é a população que depende de um atendimento básico que falta dentro da própria rede municipal.
EM TEMPO: O jovem segue internado no Hospital Municipal de Marabá e aguarda, com prioridade na fila de regulação, a transferência para o Hospital Regional.
Yorbis Mariano Borges
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