Onde estava a agora feminista Lanúzia Lobo, quando seu marido atacou uma promotora de Justiça e as duas vereadoras mais idosas da Câmara?
O episódio protagonizado pelo prefeito Toni Cunha (PL) e pela primeira-dama Lanúzia Lobo durante a inauguração do Hospital Regional Materno Infantil, em Marabá, está longe de ser apenas uma confusão pontual. O caso, que terminou com denúncia formal de agressão registrada pelo jornalista Vinicius Soares Biancardi, escancarou contradições que agora vêm sendo cobradas publicamente.
Após o episódio, Lanúzia tenta se colocar como vítima. Mas as imagens que circulam mostram outra realidade: ela aparece empurrando e afastando o jornalista para proteger o marido, em uma cena clara de confronto físico.
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| Lanúzia sempre foi vista como “patricinha” em Marabá, nunca antes vista em nenhuma periferia da cidade. |
O que chama atenção, no entanto, é a tentativa recente de se apropriar de um discurso feminista — algo que nunca fez parte de sua trajetória pública. Sem histórico de atuação em defesa das mulheres ou participação em movimentos da causa, a primeira-dama agora tenta vestir uma bandeira que sempre ignorou, em um movimento que soa muito mais como estratégia eleitoral do que convicção.
Onde estava a agora feminista Lanúzia, quando seu marido atacou por mais de uma vez a promotora de Justiça Aline Tavares Moreira, que, por simplesmente cumprir o seu dever, teve seu relacionamento conjugal exposto na verdadeira cloaca das redes sociais do prefeito Toni Cunha — episódio que, pela gravidade, resultou em nota pública de repúdio da Associação do Ministério Público do Estado do Pará (AMPEP)?
E mais: onde estava essa indignação quando, já no início do governo, duas vereadoras idosas foram alvo de ataques públicos envolvendo idade e aparência física? O episódio ocorreu em cerimônia oficial, com a presença da própria primeira-dama, que novamente optou pelo silêncio.
Agora, às vésperas de um novo ciclo eleitoral e já posicionada como pré-candidata a deputada estadual pelo PL, Lanúzia tenta reescrever a própria imagem. Mas o contraste entre discurso e prática é evidente — e difícil de ignorar.
Nos bastidores, o movimento escancara o jogo: o prefeito Toni Cunha teria prometido apoio ao vereador Fernando Henrique para deputado estadual em 2026, mas recuou e decidiu lançar a própria esposa. O resultado é um racha evidente e a sensação de que aliados foram usados e descartados — mais um capítulo de um projeto político que prioriza interesses familiares acima de qualquer acordo e reforça a percepção de que o projeto político do prefeito segue uma lógica própria: “Deus, pátria e minha família”.
Em política, a memória pode até ser curta para alguns — mas os fatos, quando registrados, costumam falar mais alto que qualquer discurso de ocasião.





Eu não vi ataques nenhum,apenas disse que elas não eram musas ,esta certo ele também acho
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