Vereador do PT de Marabá se recusa a assinar CPI para investigar dinheiro da saúde de crianças autistas na gestão de prefeito bolsonarista do PL
A postura do vereador Marcelo Alves (PT) tem revoltado mães de crianças autistas e causado espanto nos bastidores da política de Marabá. Mesmo diante das denúncias de falta de remédios controlados, terapias paradas e do sofrimento de famílias inteiras peregrinando atrás de atendimento, o parlamentar se recusa até agora a assinar a CPI da Saúde, que pretende investigar para onde está indo o dinheiro público destinado ao tratamento dessas crianças na gestão do prefeito Toni Cunha (PL).
O caso chama ainda mais atenção porque Marcelo Alves construiu sua trajetória política dentro do PT, partido que historicamente faz oposição ao bolsonarismo. Hoje, porém, o vereador petista tem evitado bater de frente com o prefeito do PL e passou a adotar uma postura vista por muitos como de blindagem ao governo municipal, justamente em um dos momentos mais delicados da saúde pública da cidade.
Vereador já foi preso pelo Delegado Toni Cunha
E o passado do parlamentar também voltou a ser lembrado nas redes sociais e nos corredores da Câmara. Em 2015, Marcelo Alves foi preso durante a Operação “Terra Legítima”, da Polícia Federal, acusado de cobrar propina para agilizar processos de regularização fundiária no Incra. A operação foi comandada pelo então delegado Antônio Carlos Cunha Sá — o mesmo que anos depois viraria prefeito de Marabá. Posteriormente, Marcelo acabou condenado a oito anos de prisão por corrupção passiva.
De opositor a aliado
O roteiro político ficou ainda mais estranho porque no começo da atual gestão Marcelo chegou a registrar boletim de ocorrência contra Toni Cunha, acusando o prefeito de ameaças por WhatsApp. Mas bastaram poucos meses para o clima virar: o vereador passou a aparecer sorridente ao lado do prefeito, diminuiu as críticas e hoje evita apoiar até uma investigação cobrada por mães desesperadas atrás de remédios e terapias para os filhos.
Enquanto isso, mães atípicas seguem lotando corredores da Câmara Municipal, chorando, implorando ajuda e cobrando vereadores que foram eleitos justamente para fiscalizar o uso do dinheiro público. A pergunta que ecoa entre elas é simples: se não querem investigar, o que estão tentando esconder?


O Marcelo é apenas mais um nesse balcão de negócios travestido de parlamento! Prefeito em Marabá faz o que quer, pois o parlamento, "FISCAL DO POVO", não tem valores, princípios. Tem preço! Historicamente?
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